Não trabalhamos o suficiente?

«Ah e tal, porque são uns preguiçosos e não querem trabalhar». Quantas vezes não ouvimos já isto?

Em termos de número médio de horas de trabalho por ano, o que nos mostra o gráfico abaixo, com dados de 2014, no que respeita à situação vivida em Portugal, não parece referir-se a isso. Já está na altura de (re)avaliar e perceber que quantidade não é sinónimo de qualidade. Esgotar as pessoas com inúmeras horas de trabalho, mal recompensadas com salários que não valorizam o seu esforço e mal servem para fazer face às despesas no final do mês, privando-as de planearem um futuro em que possam concretizar os seus sonhos e realizarem-se a nível pessoal, social e cultural vai trazer ainda mais estragos se não forem feitas mudanças hoje para as próximas gerações.

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É possível aceder a mais informações sobre emprego e relação com o número de horas de trabalho nesta página do site da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Um apelo à dignidade

São cada vez mais frequentes as notícias sobre pessoas (sim, pessoas!) que arriscam as suas vidas e as de futuras gerações, forçadas a abandonar o seu lar, o seu país de origem, procurando atravessar fronteiras em busca de um lugar “seguro” onde possam viver livre e plenamente. Algumas acabam por sobreviver o resto das suas vidas em algum lado, mas, para outras tantas, a jornada acaba mais cedo do que seria esperado.

Como forma de protesto e de apelo aos agentes políticos e de poder para tomar uma posição firme em favor dos direitos humanos e da protecção da vida com toda a dignidade, a Akto sugere um acto simples: enviar um e-mail à Comissão Europeia, ao Comissário para a Imigração, Administração Interna e Cidadania, para o Presidente da Republica de Portugal e para o nosso Primeiro Ministro com a imagem que aqui se encontra neste post.

Basta de vidas desperdiçadas por uma guerra que não é delas.

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