O presente.

The Present. (2014). Direction: Jacob Frey. Filmakademie Baden-Württemberg, Ludwigsburg.

 

 


<p><a href=”https://vimeo.com/152985022″>The Present</a> from <a href=”https://vimeo.com/jacobfrey”>Jacob Frey</a> on <a href=”https://vimeo.com”>Vimeo</a&gt;.</p>

(Com legendas em português)

A origem aqui.

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Forma Viva

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Em Kostanjevica na Krki há uma galeria de arte, com o nome “Božidar Jakac”, artista reconhecido não só pelas suas pinturas, mas também por ser responsável pelos retratos oficiais de Tito, durante os (antigos?) tempos do socialismo na Juguslávia. Esta galeria foi construída a partir dos destroços de um mosteiro da Ordem de Cister após a Segunda Guerra Mundial, como forma de aproveitar o seu potencial natural e histórico local, promover o património cultural e dinamizar a comunidade, atraindo curiosos de toda a Eslovénia e arredores.

Desde 1961 que foi formalizado o Simpósio Internacional de Escultores, “Forma Viva“, onde escultores de todo o mundo, dedicados à arte de esculpir madeira, se reúnem num festival em que oferecem a sua contribuição a esta bela localidade, através de estátuas que podem ser apreciadas nos jardins da Galerija Božidar Jakac, em Kostanjevica na Krki.

Há rituais que vale a pena manter, já que eles valorizam a identidade cultural do seu povo, bem como promovem o seu desenvolvimento social e económico. Este vídeo, de Luksuz Produkcija, contribui não só para divulgar a beleza da arte e como ela pode interagir directamente com a comunidade, mas também para aumentar a sensibilização para com a importância da preservação do património, nas suas dimensões físicas e culturais.

A Escola da Noite

Diz-se que o ser humano é um ser social. É por esta característica que vivemos aperfeiçoando há milhares de anos que nos damos a relacionar com pessoas especiais. E que seria desse mesmo ser humano se não tivesse pessoas com quem partilhar a sua existência?

Foi no ano em que a minha Ló fez estágio para o Mestrado em Estudos Artísticos, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, que conheci a companhia de teatro A Escola da Noite. Há 23 anos nascida em Coimbra e, desde 2008, estabelecida no Teatro da Cerca de São Bernardo, A Escola da Noite tem promovido e aperfeiçoado o desenvolvimento da cultura na cidade do Mondego, focada no potencial da interpretação de estórias e histórias para sensibilizar, reflectir e expor a realidade.

Mas foi em Dezembro de 2014, com a estreia da peça “Da sensação de elasticidade quando se marcha sobre cadáveres” (a que assisti cinco vezes, e só não assisti mais porque não pude), de Matéi Visniec, encenação António Augusto Barros, sobre a situação vivida na Roménia durante a ditadura de Ceausescu, que me foi dada a oportunidade de trabalhar de perto com a equipa maravilhosa que dá vida e voz a esta companhia de teatro. Das coisas que eu aprendi com A Escola da Noite e que mais me sensibilizaram neste encantador grupo de pessoas, destaco sem dúvida o profissionalismo e criatividade com que se dedicam ao desenvolvimento do seu trabalho e a generosidade com que se organizam e se relacionam uns com os outros. Os laços que aqui pude criar são fabulosos e fortes, mas, sobretudo, são humanos.

Ontem recebi um presente que me deixou de lágrimas nos olhos e ao qual nem soube bem como reagir. A minha querida Ló e todas as pessoas maravilhosas (não me canso de dizer isto, e diz que as verdades são para ser ditas) com que me cruzei n’A Escola da Noite surpreenderam-me ao enviar por correio uma prenda que ajudou a encurtar a distância, como se de um abraço gigante se tratasse. Afinal de contas, não estamos sozinhos. MUITO OBRIGADA!

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É possível acompanhar a programação e as novidades promovidas pel’A Escola da Noite através do:

Chuva de Estrelas

De entre as coisas boas de viver numa aldeia na Eslovénia posso destacar a possibilidade de olhar o céu estrelado. Quase não há luz nas ruas, as casas têm luzes muito suaves e, por milagre, o céu tem estado sem nuvens. Além disso, as noites não têm sido muito frias, o que nos permite fazer uma caminhada para apanhar o ar refrescante e apreciar o silêncio. Foram exactamente estas condições que encontrei na noite passada, a tão esperada noite para desfrutar da chuva de meteoros das Perseidas!

Ao todo contei 12 estrelas cadentes, duas delas bem fortes! Os meus amigos e familiares espalhados por todo o Portugal partilharam comigo que o céu estava nublado e não conseguiram ver este espectáculo natural maravilhoso. Não faz mal, por cada uma dessas estrelas que vi tive-vos dentro do meu pensamento.

“É só fado”

Através desta notícia do P3 tive conhecimento do trabalho incrível da ilustradora italiana, Claudia La Perna, onde é possível ler «ainda sinto uma ligação profunda com Portugal, com uma herança incrível e uma tradição que merece ser conservada. Senti o dever de transmitir um pouco da essência do fado e de o celebrar». Já aqui disse que nunca ouvi tanto fado como na Eslovénia e, aparentemente, a passagem por Portugal desta artista deixou-lhe cravadas as garras da saudade.

Destaco aqui uma pequenina parte do seu projecto “É só fado” com diversas profundas ilustrações baseadas nos versos cantados por Amália Rodrigues, nos fados aos quais deu voz. Os seus variados projectos e desenhos podem ser visualizados no seu portefólio online.

VouDarDeBeberAdor

SLEEPYHEAD

The great ‘scream’ in the sky

Esta foi a primeira notícia a que tive acesso hoje mal abri a página do facebook. Baseado na obra “O grito“, de Edvard Munch, pintor norueguês, o produtor Sebastian Cosor e a Safe Frame deram movimento a este acto de liberdade, num final de tarde em Oslo, ao som de “The great gig in the sky“, do álbum “The dark side of the moon” (1973), dos Pink Floyd (diga-se de passagem, um dos meus preferidos).

Três minutos e meio que valem bem a pena.