Hora de fazer um balanço… Ou o quarto mês na Eslovénia

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Já dizia Einstein que o tempo é relativo. Há quatro meses andava num frenesim que quase me deixou doente só de pensar que ia passar sete meses num país estrangeiro, longe da família e dos amigos. Na altura estava com receio das mudanças que esta aventura me poderia trazer – uma coisa é certa, é impossível voltar atrás neste momento e nem sequer é sensato achar que, no final do projecto, a vida vai voltar ao que era dantes. Impressionante é como um simples e-mail pode provocar tamanha transformação. Ainda bem que assim foi.

Ontem recebi a segunda carta que escrevi para mim mesma e que marca o meio do projecto de Serviço Voluntário Europeu (SVE) em que estou a participar, aquando do pre-departure training que a Agora Aveiro organizou no princípio do mês de Abril. Estes quatro meses têm sido uma lição a vários níveis, sobretudo pessoal, familiar e profissional. Muito de mim, e daquilo que eu conhecia sobre mim, tem sido colocado em causa, um desafio que me ajuda a reflectir sobre o que quero fazer e como realizar esses sonhos. A gestão de expectativas, de diferentes culturas, de línguas estranhas e das saudades é uma experiência que o SVE proporciona e que recomendo a todos os jovens. O tema do projecto em que estou inserida – Food for SOULidarity, organizado pela Terra Vera, relacionado com a promoção da produção e comercialização local de alimentos – tem-me permitido reencontrar-me comigo própria, com as minhas origens (ainda que tão longe de casa), e com os objectivos que traço para o meu futuro. Tem, ainda, contribuído para me tornar mais resiliente e, em vez de desistir, dar espaço para “respirar” e procurar soluções ou alternativas. Não me sinto uma pessoa diferente, nem renovada. Continuo a ser, simplesmente, a Inês. O foco está em (aprender a) desfrutar desta existência única e tirar partido dela – afinal de contas, acredito que cada pessoa tem o seu papel a desempenhar no mundo.

Mesmo nos dias mais cinzentos e das experiências menos gratificantes, é possível retirar uma lição e aprender algo novo ou aperfeiçoar qualquer coisa que já existe. Claro que não é preciso fazer SVE para crescer, mas ajuda a intensificar a experiência quando o fazemos fora daquilo que nos é familiar. Por isso mesmo, agradeço à Agora Aveiro e à Terra Vera pela oportunidade maravilhosa que me ofereceram, e espero que os próximos meses continuem a desenrolar-se repletos de descobertas e aprendizagens no mágico país dos contos de fadas.

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