Em Zagreb

De quando em vez, aproveito as oportunidades que tenho para visitar a Croácia. Desde que aterrei na sua capital que lhe sinto qualquer coisa de familiar – o que é, no mínimo, estranho. Mas sendo esta impressão tão forte, acabo por achar que se deve ao facto de também a Croácia ser um país um tanto ou quanto caótico e desorganizado em termos de ordenamento do território (é possível encontrar casas em qualquer parte inóspita do país), como hospitaleiro e caloroso.

No passado dia 22 de Julho, juntamente com a F., o seu irmão A., a sua prima F. e a sua amiga S. (todos italianos da ilha de Sardenha), apanhámos o comboio em direcção a Zagreb. De acordo com os Census de 2011, a população da capital croata não chega ainda aos 800.000 habitantes, porém contrasta fortemente com os quase 300.000 habitantes da capital eslovena – a cidade é enorme, cheia de vida e movimento (também poluição sonora e ambiental, diga-se de passagem).

A nossa passagem por Zagreb foi apenas de um dia e, não tencionando aqui apresentar um roteiro turístico, sem dúvida que recomendo a visita a esta cidade, pela cultura presente na sua construção arquitectónica, nas estátuas, na enorme quantidade de museus… – só fica aborrecido quem quiser. Assim sendo, partilho alguns dos pontos que marcaram o nosso passeio:

  • A Catedral de Zagreb foi o primeiro monumento que visitámos pela sua riqueza em história e arte, não fosse este um dos edifícios mais importantes e o mais alto da Croácia. O que mais me impressiona neste monumento, e em outros que tal, é a sua magnificência, imponência e precisão quase inacreditáveis se tivermos em conta que no tempo em que foi construído não havia grandes opções ao nível das tecnologias de construção civil. Devoções à parte, que essa praia não é minha, o trabalho, esforço, dedicação e vida dos trabalhadores que ergueram este, e outros edifícios como ele, merece o meu respeito e admiração.

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  • O Museum of Broken Relationships. Parece masoquismo, mas não é. O museu das “relações terminadas” permite dar expressão a histórias com um final diferente do dos filmes românticos a partir de um objecto que, de alguma forma, se encontra relacionado com as vivências dessas pessoas. Para que quem visita possa absorver o máximo desta experiência, envolvendo-se nos enredos de quem sofreu (ou ainda sofre) com a perda de uma relação, as diferentes histórias (não faço ideia de quantas são no total, mas são garantidamente muitas) estão traduzidas em várias línguas num caderninho disponibilizado à entrada do museu – no entanto, e a menos que sintam verdadeiras dificuldades em ler inglês, recomendo a versão original. O que mais me marcou neste espaço foram as histórias partilhadas sobre o coração partido de filhos em relação aos seus pais ou de pais que perderam os seus filhos – os objectos escolhidos, muitas vezes minimalistas, tinham um poderosíssimo efeito na expressão “uma imagem vale mais do que mil palavras”.

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  • Se gostam de hambúrgueres, têm preferência por comer bem e assegurar que o que estão a dar ao vosso corpo tem qualidade e não é apenas um conjunto de químicos com sabor e cheiro atractivos sem qualquer valor nutritivo, então o Yellow Submarine pode ser uma opção a considerar. Aqui os hambúrgueres são orgânicos, isto é, os seus ingredientes são caseiros, respeitam os ritmos das estações da natureza, são frescos, naturais, livres de organismos geneticamente modificados, com preços bastante acessíveis.

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  • Graças a esta visita tive, ainda, a oportunidade de conhecer o trabalho gráfico da artista Irena Sophia. A delicadeza do seu traço e a simplicidade das cores que utiliza transportam-nos para uma Natureza repleta de fantasia e sonhos. Não resisti e acabei por comprar alguns postais alusivos à cidade, sendo que alguns já seguiram pelo correio (imagem daqui).

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Para quem pretende visitar a capital Croata:

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