Diário fotográfico – semana 16

Habitualmente, este post começaria com o repetitivo «Uma fotografia por dia, não sabe o bem que lhe fazia», o que, como já perceberam, não vai acontecer desta vez.

Nunca fui muito de fotografias, nem de as tirar, nem de aparecer nelas. Para dizer a verdade, aborrecia-me bastante estar na presença de pessoas que param tudo em prol do registo do momento. Não tem nada de mal, mas, por vezes, acontece envolverem-se tanto na visão através do ecrã que se esquecem de, tão simplesmente, apreciar o que está a acontecer – de certa forma, nunca chegam a “viver” o momento e a permitir que ele fique gravado nas suas entranhas e diversificadas fontes sensoriais, porque estão presentes sem o estar, contentando-se apenas com as memórias registadas pela objectiva da máquina. Por isso mesmo, confesso que me sinto impressionada por isto não ter acontecido mais cedo, pois o facto de ter decidido elaborar um diário fotográfico neste blogue está mais relacionado com a partilha da minha perspectiva sobre a realidade que aqui vivo, do que propriamente com o registo das minhas memórias. No entanto, devo admitir que tem sido um desafio bastante entusiasmante: Comecei a olhar para a fotografia de outra forma, os diferentes planos, os jogos de cor e de luz, a história que aquela fotografia transmite levaram-me a interessar-me pelo tema, pesquisar e praticar, praticar, praticar.

Para a semana de 27 de Julho a 02 de Agosto não tenho uma fotografia por dia para vos mostrar. Podia arranjar uma foto qualquer de um outro dia e escrever o que quisesse – vocês nunca saberiam se se trata da realidade ou não, e eu continuaria a preencher o meu “álbum”. Acontece que isso não seria honesto da minha parte, nem eu tenho interesse em aldrabar a minha experiência. Em certas alturas, a decisão mais sensata passa por desligar determinadas conexões e simplesmente deixar-nos envolver pelo presente que a vida nos dá – ela sabe o que está a fazer. Ainda assim, partilho o resumo da minha semana:

018

27.07.2015 e 28.07.2015 – Os dias estiveram tristes em Kostanjevica na Krki, em parte, creio, porque dois dos nossos companheiros voluntários de SVE em Krško partiram de regresso aos seus países, por motivos infelizes que os levaram a concluir antes de tempo os seus projectos. O D. (Bielorrússia) foi o primeiro, e o M. (Turquia) logo se lhe seguiu. Fazem-nos falta pelo seu espírito crítico, criativo e determinado, com quem tive a felicidade de partilhar os primeiros três meses na Eslovénia. Seja como for, já fazem parte da nossa família internacional.

025

29.07.2015 – Finalmente (!) visitei a J. (Portugal) e as suas duas alegres filhas! O dia foi maioritariamente passado na capital eslovena, que tem um sítio especial para quem quer andar à chuva quando não está a chover.

029

30.07.2015, 31.07.2015, 01.08.2015 e 02.08.2015 – Como já disse e acredito, a vida sabe o que faz, e, por qualquer razão que não preciso saber, trouxe-me às águas paradisíacas da ilha Krk, na Croácia, para viver um processo de transformação irremediavelmente maravilhoso.

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