Forrest Gumping along Slovenian coast, ou… Ir à praia sim, caminhar é que não!

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Inspirados na personagem Forrest Gump, do filme homónimo, um grupo de voluntários SVE na Eslovénia decidiu, por nenhuma razão em particular, percorrer a costa eslovena, ao mesmo tempo que aproveitava os fantásticos raios de sol de Julho para saborear as águas salgadas do Adriático. O plano seria fazer o percurso Portorož-Piran-Izola-Koper-Ankaran a pé, em dois dias, tal como mostra  na imagem abaixo, directamente retirada do evento no facebook:

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Assim que tivemos conhecimento do Forrest Gumping along Slovenian coast, a F. (Sardenha/Itália), o F. (França), a J. (França), a T. (Córsega/França) e eu, prontamente tomámos a decisão de avançar com a inscrição (gratuita) e avançar com a aventura. Como éramos cinco, e porque o transporte público na Eslovénia é péssimo (desculpem-me a franqueza), decidimos alugar um carro. Tínhamos de estar às 10h30 em Portorož para o início do evento, até porque a T. ia utilizar este tema para filmar e produzir o seu trabalho mensal no projecto de SVE em que está inserida. Parecia fácil, não? Até com um carro alugado! Mas não. Não foi fácil chegar a horas. Quando já estávamos quase a chegar à autoestrada, telefonou-nos o Sr. do rent a car a dizer que nos tínhamos esquecido de pagar o abastecimento de combustível – lá voltámos para trás e perdemos, com isto, quase uma hora de viagem. Depois, e porque este evento decorreu no fim-de-semana de 11 e 12 de Julho, havia imenso trânsito na autoestrada (Já disse que as autoestradas eslovenas são bem mais baratas do que as portuguesas? A verdade  é que, apesar de o país ser muito pequeno, sem autoestrada levaria dias, por entre montes e vales, a percorrer de carro a Eslovénia de um lado ao outro), já que o tempo estava mesmo a pedir para ir mergulhar em águas salgadas.

Conclusão: Em vez de chegarmos a Portorož às 10h30, chegámos a Piran às 12h30! Acabámos por decidir não conhecer Portorož e ir directamente para Piran. Mas estacionar o carro foi outra complicação, já que não se pode entrar gratuitamente no centro da cidade. Por coincidência, ou não, a F. encontrou um Sr. esloveno, que falava um italiano que até eu compreendia, e que nos deixou estacionar num parque em casa dele.

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Mas à vontade, não é à vontadinha, e em troca de podermos deixar o nosso carro alugado em segurança no parque privado do Sr. Milan Uroševič, demos-lhe o nosso tempo e atenção porque, como ele dizia, “a sorte é estarmos no momento certo, no lugar certo, com as pessoas certas” – pois o que ele nos queria “oferecer” era o “acesso” a um motor de busca alternativo ao Google, o ByXpress, que, na verdade, recorre às bases de dados do próprio Google, do Bing e do Yahoo. Além disso, este Sr. – muito simpático, que nos ofereceu café e biscoitos no seu casarão com vista para o mar, enquanto nos colocava a par de todo o seu percurso profissional -, está também a criar uma moeda virtual, alternativa ao bit coin. Enfim, cheio de ideias e vontade, curiosamente, enquanto cuida de um gato deformado e de um cão coxo. (A nossa camerawoman de serviço já não assistiu a esta mirabulante aventura, dado que, mal chegámos a Piran, ela saiu do carro e foi juntar-se ao grupo).

Já depois das 13h30, seguimos – finalmente! – em direcção ao mar. Mar. Acho que essa é mesmo a melhor palavra para descrever esta cidade. Linda, rodeada de azul a perder de vista, águas cristalinas e (impressionantemente) quentes! (Eu já estive no Algarve, e quem diz que as águas de lá são quentes, nunca esteve em Piran, por certo).

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Algo com que me deparei ao longo da costa eslovena, e que também tinha acontecido quando fui à Croácia, é que aqui não existem praias como aquelas a que estou habituada em Portugal. Aqui as “praias” são improvisadas entre o passeio e a estrada por onde as pessoas caminham e os veículos se movem, sem areal, apenas com rochas. Apercebi-me de que o facto de a água ter no seu solo rochas em vez de areia ajuda-a a permanecer mais límpida e transparente, sendo possível ver o seu fundo.

Não sei se já perceberam, mas adorei Piran – “Era capaz de viver aqui”, estava eu sempre a repetir (apesar de não se poder usar nenhuma casa-de-banho sem pagar!). Os meus colegas de viagem também ficaram encantados com a cidade e, por isso mesmo, depois de nos banharmos nas suas águas aquecidas, de entrarmos (sem nos dar conta) numa praia de nudismo, de comermos um (gigante) hambúrguer, e de explorarmos a natureza presente por entre as ruelas de pedra, decidimos ficar em Piran para ver o pôr-do-sol.
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A noite de sábado foi passada em Koper, com a L. (Itália), que também é voluntária de SVE e que conhecemos no on-arrival trainning, em Bled. Animado ao som de música croata, jantámos deliciosas lulas fritas e grelhadas no Festival de Calamari e provei um bolo-gelado (em inglês soa melhor, ice-cream cake) com sabor a cheesecake. A manhã de domingo também foi passada nas águas de Koper e, depois de almoçar um hambúrguer de peixe e um gelado de pistácio e chocolate, fomos a pé para Izola – e isto foi o mais parecido que fizemos com o Forrest Gumping along Slovenian coast, pois caso ainda não tenham percebido, não nos juntámos ao grupo e acabámos por criar o nosso próprio roteiro.

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A experiência em Izola foi a menos gratificante, mas a verdade é que também não tivemos oportunidade de conhecer o centro da cidade. Encontrámos água bem suja, coisa que não é nada típica, em geral, neste país. No entanto, foi aqui que, pela primeira vez, joguei scopa com um baralho de cartas de Tarot de Marseilles.

O regresso a casa deu-se tardíssimo, pois apesar de não termos encontrado tanto trânsito na autoestrada, tivemos de ir a Ankaran recuperar os óculos da T., que se esqueceu deles no final do percurso do Forrest Gumping. Se tivesse de fazer um balanço seria, apesar de não termos cumprido com o plano inicial, sem qualquer dúvida positivo. O contacto com as águas do mar foi refrescante e rejuvenescedor, e com as baterias recarregadas, segue-se a todo o vapor para o Youth Exchange da próxima semana.

Aqui fica a Mladinska oddaja de Julho, onde é possível assistir, desde o minuto 11’47” ao 13’50”, a breve reportagem que a T. realizou sobre o evento.

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