Quem é que carregou no acelerómetro?!… Ou o primeiro mês na Eslovénia

Fez ontem uma mês que cheguei à Eslovénia. Pensar que todo o processo começou em Janeiro deste ano, que já estamos em Maio e que já passou um mês desde que estou no país das paisagens dos contos de fadas! O tempo tem passado depressa demais.


Durante este mês muita coisa aconteceu. Conheci não só um novo país, como visitei outros dois (Croácia e Itália); tive oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas – quer habitantes locais, quer oriundos de outros países -, que me ajudam a sentir em casa e que fazem agora parte da minha família; andei a cavalo pela primeira vez; pude experimentar o típico almoço esloveno com muita batata e carne de vaca; foi-me dada a possibilidade de experimentar e planear o que pretendo fazer para os próximos meses de projecto, numa lógica de superação e permanente desafio. Fui acolhida pela melhor das Coordenadoras, que está cheia de vontade de nos apoiar neste processo de desenvolvimento e experimentação. Comecei as aulas de esloveno e, para além do básico “bom dia“, “boa noite“, “adeus“, “bom apetite“, “obrigada” e “por favor“, já sei contar os números.


Mas este mês tem servido também para me colocar bastante à prova, não só na minha capacidade de adaptação a novas realidades, mas principalmente no que se refere aos meus receios e inseguranças. Aqui já cantei para pessoas e recebi desafios para repetir e cantar poesia portuguesa – coisa que nunca aconteceria em Portugal, pois é algo com o qual não me sinto confiante o suficiente. Já cozinhei para imensas pessoas comidas que elas poderiam pura e simplesmente odiar por não estarem habituadas, mas que até gostaram e acabei por repetir os menus noutras ocasiões. Tive a possibilidade de experimentar e aprender um pouco sobre o universo por detrás das câmaras, isto é,  filmagens de reportagens e ficção, o que se revelou absolutamente fascinante para mim, como uma janela para um novo mundo que quero muito explorar. Porém, a adaptação a uma cultura diferente, diferentes comportamentos, diferentes formas de agir, diferentes formas de pensar e ver o mundo nem sempre tem sido pacífica. Por vezes existem choques culturais que me obrigam a parar e reflectir sobre os meus valores e o conceito de respeito mútuo. Também o facto de estar constantemente exposta a uma nova língua totalmente estranha para mim e de ter de me adaptar a falar e pensar em inglês tem sido um desafio algumas vezes frustrante.

No final, os pratos da balança indicam um balanço extremamente positivo deste primeiro mês de serviço voluntário europeu. Sem dúvida nenhuma que as minhas expectativas foram superadas e que as aprendizagens e experiências pesam muito mais do que o cansaço que sinto. Mantenho grandes expectativas para os meses vindouros, simplesmente porque tudo o que viver será único. Venham momentos bons ou menos bons, não consigo deixar de sentir uma enorme gratidão face a esta oportunidade.
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3 thoughts on “Quem é que carregou no acelerómetro?!… Ou o primeiro mês na Eslovénia

  1. Oh Inês… depois de ler este texto a minha vontade foi ir ter contigo já amanhã!
    Eu sempre te disse que nunca te irias arrepender… estou muito feliz e cheia de vontade de experimentar!
    Ass: Sandra

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