A chegada… a Kostanjevica na Krki

Como disse anteriormente, estava previsto aterrar em Zagreb (Croácia) e ir directamente para Kostanjevica na Krki, onde o projecto “Food for SOULidarity”, em que estou a participar através de Serviço Voluntário Europeu (SVE), vai ter lugar. No entanto, mudanças de planos conduziram-me a uma breve estadia na cidade de Krško até ao meio-dia de 18 de Abril. Nessa altura, conhecemos finalmente a nossa Coordenadora de SVE, que tão bem nos acolheu.

Sejam bem-vindos a Kostanjevica na Krki!

As primeiras 24 horas passadas em Kostanjevica foram uma mistura de sentimentos. Por um lado, foi óptimo finalmente conhecer a terra onde o nosso trabalho vai decorrer e onde vamos viver nos próximos sete meses. Por outro lado, o facto de o apartamento onde iríamos ficar alojadas ainda não estar pronto transtornou-me um pouco, já que não nos permitiu fazer as “mudanças” e estabilizar. Apesar de tudo ser fantástico e maravilhoso (não estou a exagerar, nem a ser irónica), senti verdadeiramente a necessidade de deixar a poeira assentar, coisa que não seria possível enquanto alguns assuntos não estivessem fechados (como por exemplo, desfazer a mala de viagem).

Ficámos, então, alojadas em casa da nossa Coordenadora nos dias 18 e 19 de Abril, juntamente com a sua amorosa família – o marido G., o pequeno C. (4 anos), a pequena A. (2 anos), e a Banga, a cadela gigante.

Apesar de o tempo estar chuvoso, lá conseguimos apanhar uma aberta para ir passear pela ilha. O pequeno C. foi o nosso guia – atenção que ele só tem 4 anos e não fala outra língua senão esloveno. Levou-nos até ao restaurante Kmečki Hram, supostamente, para bebermos um sumo. O pequeno C. fez o pedido em esloveno, portanto, será escusado dizer que não percebi nada do que ele e o empregado falaram – sim, com apenas 4 anos, o pequeno C. fez todo o pedido sozinho! Mas qual não é o meu espanto quando, depois do sumo, o empregado traz uma sopa e, depois da sopa, um prato enorme com crepes de chocolate! Eu já disse que o pequeno C. só tem 4 anos? Pois foi bem esperto para nos passar a perna às duas! (No final, a conta para pagar não foi nada de extraordinário).

O exterior do Gostilna Kmečki Hram.

O interior do Gostilna Kmečki Hram.

Para finalizar o nosso primeiro dia em Kostanjevica na Krki, nada melhor do que ir assistir a um concerto… em Zagreb! E foi mesmo isso! A nossa Coordenadora levou-nos ao concerto da mais recente banda feminina de rock croata, Punčke! Na verdade “punčke” (lê-se “puntchque“) é uma palavra eslovena que significa “boneca” ou “rapariga”.

Punčke ao vivo.

Punčke ao vivo.

No dia seguinte, 19 de Abril, fomos até ao Male Vodenice participar num workshop de fazer pão de trigo, centeio e esbelta com o experiente “buscador de saberes e sabores”, Klemen Košir. De certa forma, esta foi a nossa primeira actividade enquanto voluntárias – amassámos a massa do pão, preparámo-la para o forno, esperámos que cosesse e deliciámo-nos com o sabor do nosso trabalho. Tivemos, ainda, a oportunidade de experimentar o típico almoço esloveno, com sopa de caldo de carne de vaca e carne de vaca cozida e assada no forno com muita batata.

Os petiscos.

A paisagem encantadora de Male Vodenice.

Um gato muito fotogénico.
O que sobrou do pão – esbelta, trigo e centeio, respectivamente.
Depois do workshop ainda houve tempo para fazer uma visita à Galerija Božidar Jakac, em Kostanjevica na Krki, e ver as esculturas de Mirko Zrinšćak, e as pinturas e esculturas de outras personalidades eslovenas, como Anton Kralj (1900-1975).

Galerija Božidar Jakac.

Entrada da Galerija Božidar Jakac.

Apesar de tudo, o fim-de-semana não podia ter terminado da melhor maneira. Uma das possíveis actividades que os elementos do Serviço Voluntário Europeu podem realizar são sessões culturais que servem para apresentar um pouco da cultura e dos costumes do seu país de origem. Neste caso, tivemos o privilégio de estar presentes na Noite Cultural Turca, realizada no Mladinski Center, em Krško. Foi uma noite mágica, com muita dança (eu já disse que nunca vi tantos homens com vontade de dançar como os turcos?), muita música tradicional, um jantar cheio de sabores e especiarias – precisamente o melhor desfecho para começar a semana seguinte da melhor maneira.
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